Sem querer estar a desculpa-los pelas suas atitudes acho que devemos verdadeiramente começar a observar quem realmente por trás do pano puxa os cordéis destas marionetas criando um jogo ilusório, uma realidade manipulada na qual com sucesso têm estado a parasitar condenando a grande parte da humanidade a uma vida de limitação, ignorância e em muitos casos a uma vida indigna ou até mesmo miserável em muitos aspectos.
A quem serve este caminho? Para onde estamos a ser levados? A quem interessa verdadeiramente o rumo que o mundo e Portugal em particular estão a tomar? A quem poderão servir sociedades dominadas e tristes e limitadas, ao mesmo tempo vivendo vidas de medo e revolta abafada? Quem afinal terá em suas agendas tais planos? Quem se esconde atrás dos actos miseráveis , irresponsáveis e corruptos até dos políticos que de uma forma geral têm governado as nações? Porquê que se intensifica o discurso da necessidade da nova ordem mundial? Afinal o que será essa nova ordem mundial? A quem servirá e quem a andará a congeminar em segredo faz tempo?
De uma forma mais ou menos clara é já sabido que as populações dos países ditos livres têm na verdade a mesma incapacidade para escolher os seus lideres que os países ditatoriais, uma vez que haver um só candidato ou os candidatos serem todos dominados por essa mão invisível é basicamente a mesma coisa, com uma única diferença, é que no nosso caso os "ditadores" estão entrincheirados, jogam nas sombras e usam testas de ferro num jogo cobarde mas eficaz.
No
É de facto mais fácil direccionar a culpa para os nossos governantes, da mesma forma que eles a direccionam para os anteriores a eles e para a famigerada conjectura internacional e a conjectura internacional para a conjectura de cada nação que se deixou afundar e claro está afundou-se num poço de créditos mais ou menos distribuídos pelas pessoas em troca de votos, e por aí fora, uma pescadinha de rabo na boca, basta, vamos interromper o ciclo, vamos levantar a cabeça e procurar entre a neblina de despiste quem verdadeiramente anda a esganar as sociedades. Os governantes são regra geral "artigos" descartáveis nas mãos dos verdadeiros vampiros, não que tal afirmação os torne vitimas, não, são de facto ousadamente limitados ou estupidamente iluminados, mas apenas peões prontos a serem chutados quando deixarem de ter interesse ou não desempenharem o seu papel como previamente acordado onde um escândalo lhes acaba com a carreira (pública e fácil) ainda mais depressa que tal como um biscoito ao fiel quadrúpede, se lhes arranja um encosto numa publico privada. Mas a verdade é que o jogo de sombras tem sido de tal forma tão bem orquestrado que continuamos a direccionar a nossa "luta" para o espantalho, um espantalho fácil e cómodo de destruir mal a "passarada" ousar rondar as palhas do seu chapéu.
Avaliando a sociedade na sua pluralidade denota-se que continua a ser prática comum a tentativa do controle do conhecimento para premeditadamente poder controlar e manipular os outros em seu beneficio, estas movimentações estrategas estão patentes quer nas brincadeiras do recreio quer nas movimentações politicas nos mais altos cargos, é comum e independente do estatuto, da escolaridade, da posição social ou financeira, é algo que ainda não aprendemos a largar, a nossa programação competitiva e o medo que desde cedo nos foi incutido e ao qual aprendemos a prestar vassalagem não nos deixam levantar a cabeça, o medo de não sermos alguém, de não termos algo que nem sabemos muito bem o que é, o medo que nos empurra contra o colega de trabalho, contra o vizinho e contra até mesmo a família, um medo que não olha a meios para nos esmagar por dentro, um medo que alimentamos e fazemos com que cresça vigorosamente enquanto vamos subindo numa escala de estatuto que esse mesmo medo criou só para nós, então lá continuamos a nossa caminhada de valores errados, de vassalagem a um falso profeta que nos habita em parasitagem, oscilando entre momentos melhores e piores, entre estados de espírito de visão limitada e toldada pelo medo e a espaços com elevações momentâneas de puro bem estar, de sensação de concretização e realização, a dualidade que nos ensinaram de que o bem só existe por oposição ao mal, que a felicidade é apenas e só a virgula entre tristezas, basta, chega, fim, viremos a página, vamos levantar a cabeça, vamos começar a ser verdadeiramente vulgo modo o que nos vai na alma, vamos começar a agir e a reagir mediante o nosso verdadeiro ser, a nossa mais pura essência, vamos de uma vez por todas e para todo o sempre agir de acordo com a inteligência superior da qual fazemos parte, a qual se complementa com nós e a qual rege o universo na sua infindável beleza e perfeição, chamando-lhe o que cada qual mais lhe aprouver.