sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Os Tempos Finais

Quem andará afinal a manobrar os lideres? Pelo menos os que aparentam liderar ou se apresentam como tal, quem os anda a hipnotizar?Vamos ser realistas, os políticos, aliás como praticamente todos os que dão a cara aos média por esse mundo fora, são meros peões nas mãos de estrategas, tolhidos dos movimentos autónomos, mais que serventes servos e nem todos conscientes.
Sem querer estar a desculpa-los pelas suas atitudes acho que devemos verdadeiramente começar a observar quem realmente por trás do pano puxa os cordéis destas marionetas criando um jogo ilusório, uma realidade manipulada na qual com sucesso têm estado a parasitar condenando a grande parte da humanidade a uma vida de limitação, ignorância e em muitos casos a uma vida indigna ou até mesmo miserável em muitos aspectos.
A quem serve este caminho? Para onde estamos a ser levados? A quem interessa verdadeiramente o rumo que o mundo e Portugal em particular estão a tomar? A quem poderão servir sociedades dominadas e tristes e limitadas, ao mesmo tempo vivendo vidas de medo e revolta abafada? Quem afinal terá em suas agendas tais planos? Quem se esconde atrás dos actos miseráveis , irresponsáveis e corruptos  até dos políticos que de uma forma geral têm governado as nações? Porquê que se intensifica o discurso da necessidade da nova ordem mundial? Afinal o que será essa nova ordem mundial? A quem servirá e quem a andará a congeminar em segredo faz tempo?
De uma forma mais ou menos clara é já sabido que as populações dos países ditos livres têm na verdade a mesma incapacidade para escolher os seus lideres que os países ditatoriais, uma vez que haver um só candidato ou os candidatos serem todos dominados por essa mão invisível é basicamente a mesma coisa, com uma única diferença, é que no nosso caso os "ditadores" estão entrincheirados, jogam nas sombras e usam testas de ferro num jogo cobarde mas eficaz.
No nosso (deles)belo e solarengo país, joga-se tal e qual este jogo das sombras, é já angustiante ver a manipulação à escancara, o nível putrefacto das declarações dos nossos governantes e dos respectivos ditos opositores tornou-se entretanto nauseabundo,  tudo vale e tudo conta, é uma guerra que temos perdido porque afinal de contas sempre andamos na ignorância de que a estávamos a travar, isso mesmo, para quem verdadeiramente nos está a comandar cada passo é pensado, projectado e previamente delineado para atingir um propósito, um propósito encapuçado e regra geral com muito tempo de antecedência premeditado, uma batalha que tão cedo não poderemos ganhar, no entanto o simples facto de sabermos que a estamos a travar já é uma reviravolta, nada mais assustará o "inimigo" que o nosso despertar colectivo.
É de facto mais fácil direccionar a culpa para os nossos governantes, da mesma forma que eles a direccionam para os anteriores a eles e para a famigerada conjectura internacional e a conjectura internacional para a conjectura de cada nação que se deixou afundar e claro está afundou-se num poço de créditos mais ou menos distribuídos pelas pessoas em troca de votos, e por aí fora, uma pescadinha de rabo na boca, basta, vamos interromper o ciclo, vamos levantar a cabeça e procurar entre a neblina de despiste quem verdadeiramente anda a esganar as sociedades. Os governantes são regra geral "artigos" descartáveis nas mãos dos verdadeiros vampiros, não que tal afirmação os torne vitimas, não, são de facto ousadamente limitados ou estupidamente iluminados, mas apenas peões prontos a serem chutados quando deixarem de ter interesse ou não desempenharem o seu papel como previamente acordado onde um escândalo lhes acaba com a carreira (pública e fácil) ainda mais depressa que tal como um biscoito ao fiel quadrúpede, se lhes arranja um encosto numa publico privada. Mas a verdade é que o jogo de sombras tem sido de tal forma tão bem orquestrado que continuamos a direccionar a nossa "luta" para o espantalho, um espantalho fácil e cómodo de destruir mal a "passarada" ousar rondar as palhas do seu chapéu.
Avaliando a sociedade na sua pluralidade denota-se que continua a ser prática comum a tentativa do controle do conhecimento para premeditadamente poder controlar e manipular os outros em seu beneficio, estas movimentações estrategas estão patentes quer nas brincadeiras do recreio quer nas movimentações politicas nos mais altos cargos, é comum e independente do estatuto, da escolaridade, da posição social ou financeira, é algo que ainda não aprendemos a largar, a nossa programação competitiva e o medo que desde cedo nos foi incutido e ao qual aprendemos a prestar vassalagem não nos deixam levantar a cabeça, o medo de não sermos alguém, de não termos algo que nem sabemos muito bem o que é, o medo que nos empurra contra o colega de trabalho, contra o vizinho e contra até mesmo a família, um medo que não olha a meios para nos esmagar por dentro, um medo que alimentamos e fazemos com que cresça vigorosamente enquanto vamos subindo numa escala de estatuto que esse mesmo medo criou só para nós, então lá continuamos a nossa caminhada de valores errados, de vassalagem a um falso profeta que nos habita em parasitagem, oscilando entre momentos melhores e piores, entre estados de espírito de visão limitada e toldada pelo medo e a espaços com elevações momentâneas de puro bem estar, de sensação de concretização e realização, a dualidade que nos ensinaram de que o bem só existe por oposição ao mal, que a felicidade é apenas e só a virgula entre tristezas, basta, chega, fim, viremos a página, vamos levantar a cabeça, vamos começar a ser verdadeiramente vulgo modo o que nos vai na alma, vamos começar a agir e a reagir mediante o nosso verdadeiro ser, a nossa mais pura essência, vamos de uma vez por todas e para todo o sempre agir de acordo com a inteligência superior da qual fazemos parte, a qual se complementa com nós e a qual rege o universo na sua infindável beleza e perfeição, chamando-lhe o que cada qual mais lhe aprouver.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nos somos a geração vindoura

Imaginemos que visitamos outro tipo de tribo, uma tribo muito anterior ou muito posterior a esta tribo estruturada em pirâmide em que vivemos, o tempo não é importante. Uma tribo desprovida da relação temporal e até mesmo posicional, uma comunidade tão simples de tão evoluída que é, uma convivência igualmente plural mas singularmente despreocupada, desprovida de algo a perder por já ser dado adquirido ter sempre algo a ganhar, onde não há Deuses nem endeusados, onde os mais sábios partilham a sua energia recebendo-a de volta multiplicada, um local físico ou extra físico, vamos atribuir o cenário que melhor encaixar na nossa projecção, vamos acreditar por um instante que essa realidade existe, vamos visualizar as suas paisagens e as suas formas, vamos ver as suas gentes e fazer delas reais, vamos atribuir a cada pensamento uma emoção, vamos então construir essa "visita" emocionalmente na nossa existência, não no nosso cérebro que esse é apenas mais um órgão mecanizado, mas no nosso ser, na nossa verdadeira plenitude, naquilo que nós somos verdadeiramente quando nos conectamos ao todo, vamos sentir cada momento da realidade que acabamos de construir, os gestos, as palavras ou apenas comunicações intuitivas, as paisagens e os sons, cada acção e sua correspondente emoção.
Imaginemos agora que para além de nós dois há muitos outros, outros igualmente a co-criar esta realidade nas suas essências, cada qual acrescenta a sua visão sentida tornando-a cada vez mais plural mas cada vez mais ampla onde encaixam cada vez mais essências distintas, diferentes na sua interpretação, iguais na vontade de serem verdadeiramente elas deixando para trás a máscara que construíram perante a tribo onde estão fixas fisicamente, caída a máscara sobra a verdade, uma verdade que não é comum mostrarem, uma verdade que muitas nem conheciam mas que nesta realidade co-criada é a que "ousam" ostentar pois tão somente é que existe. Vamos então agora todos reflectir, essa realidade tal qual o nome indica já existe,é real para cada um de nós, não interessa onde, não lhe vamos atribuir um espaço para já, o que é facto é que já existe, criamo-la ainda agora e mesmo assim já não cabe em lado algum, é uma realidade enorme, multifacetada, plural, cheia de sensações e manifestamente provida de tudo o que realmente nos interessa a cada um em particular e onde o todo complementa cada um de nós com a magnificência por todos acrescentada, vamos por momentos sentir toda essa energia nova a inundar-nos e a tornar-se cada vez mais completa na medida em que vamos preenchendo e completando a nova realidade, que na verdade é uma realidade paralela para onde viajamos instantaneamente sempre que queremos porque na nossa essência para além do tempo o espaço também não é quantificável, existe apenas o aqui, o agora e o que é e sempre foi e sempre será. Nestes parâmetros certamente que já não parece obra do fantástico, o nosso cérebro limitado já não idealiza naves a zarpar para lá do sétimo céu nem fatos espaciais ou maquinaria saída de um qualquer "Projecto Manhattan" desde que nos conectemos ao nosso verdadeiro ser, a nossa essência como partículas que compõem o todo e ao mesmo tempo o todo cabe dentro delas, descomplicamos a nossa existência e por momentos tudo se torna nítido.Aproveitemos o momento.
O que é que na co-criada realidade não há? Sim, mesmo sendo uma realidade criada pelas mesmas pessoas que fora dela vivem mecanizadamente há algo que não entrou, ao recorrermos à nossa verdadeira essência para co-criarmos algo, precisamente no momento que nos deixamos levar pelas emoções primitivas, nesse pequeno ou grande momento dependente do quão presos ás nossas vivências actuais estamos, nós simplesmente nos abstemos do medo, do medo que no fundo criaram para nós e ao qual aprendemos a prestar vassalagem, medo esse que aprendemos a amplificar e a reinventar dia a dia, estamos presos numa matriz amplamente dominada por quem conhece a nossa programação e puxa os cordéis da humanidade movimentando marionetas e moldando a nossa vivência ao ritmo dos seus interesses. No momento que agimos distintamente do medo criamos sempre algo de único, universal e novo, pois recorremos à nossa essência criativa desprovida de limites ou barreiras pré-concebidas, agimos de acordo com algo ao qual pertencemos a um nível superior, algo que é parte de um todo, de uma universalidade, da inteligência superior que é a mesma que comanda a perfeição do universo a quem chamam DEUS. Uma vez enrolados nesta complexa teia, temos-nos visto obrigados a jogar pelas leis rudimentares mas eficientes de quem criou e continua a controlar a realidade que vivemos, somos diariamente controlados mentalmente para reagirmos a programações pré definidas, baralhados criamos os nossos filhos igualmente num regime de aceitação e submissão, incutimos neles desde logo os nossos medos e evitamos a todo o custo que se separem deles, mesmo sabendo que o que sabemos é apenas parte de um todo, são apenas retalhos de algo verdadeiramente superior continuamos a responder positivamente a uma programação que nos faz querer para eles o mesmo que não nos contentamos em ter, o mesmo contra o qual a espaços lutamos, o mesmo que em momentos de maior lucidez abominamos, mas que até então e por mais voltas que tenhamos dado, contas feitas, voltamos submissos, derrotados, e seguimos as nossas vidas tentando calar a contradição que nos habita com as programações, com o medo e com o dia a dia mecanizado, na falsa comodidade da matriz. Chris Guillebeau explica esta nossa vivência actual muito bem com a sua parábola dos macacos no seu prático livro " The Art of Non-Conformity" , onde sucintamente 5 macacos viviam numa jaula com água e comida meramente suficientes para a sua existência, um cínico manipulava as suas vidas pendurando um cacho de bananas mas ao mesmo tempo largando água gelada quer pelo macaco que ousa-se a façanha de as querer comer, quer pelos restantes. Com o passar do tempo foi trocando os macacos, os novos ainda tentavam trepar mas começavam a ser desencorajados pelos restantes, até que já não restava qualquer dos macacos iniciais que chegaram mesmo a levar com a água fria e no entanto era prática comum não só não tentarem trepar para as bananas como desencorajar qualquer um que o tenta-se, não sabiam porquê, apenas sabiam que não se podia tentar trepar para as bananas, aplicado à nossa existência exprime muito bem o que vivemos, não sabemos o porquê apenas sabemos que não devemos sair da matriz, pois bem, levantemos a cabeça, as sociedades secretas que dominam a nossa vivência já o sabem, já o pressentiram faz tempo, estamos a um passo de nos desprender-mos das amarras, das programações que até então nos têm controlado, está na hora de nos libertar-mos do medo e começarmos a materializar nas nossas vidas a realidade paralela que já criamos ainda à pouco, aos poucos podemos começar a fase de desligamento deste peso que trazemos ancorados, a viver o agora e para o agora, com a paz e a iluminação de quem sabe que só tem algo a ganhar, de quem recebe em multiplicado a energia que oferece, de quem está a sair do hipnotismo e começa a soltar-se, de quem afinal conhece o medo e aos poucos deixa de se alimentar e de ser alimento através dele.